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[1ª Série] Filosofia: Lista de Exercícios 2º bimestre

quinta-feira, 6 de junho de 2013



Lista de Exercícios de Filosofia – 1ª série/ 1ª EJA – Profª Karoline



Obs.: As questões discursivas deverão ser respondidas nos cadernos!


1. Em 399 a.C., o filósofo Sócrates é acusado de graves crimes por alguns cidadãos atenienses. (...) Em seu julgamento, segundo as práticas da época, diante de um júri de 501 cidadãos, o filósofo apresenta um longo discurso, sua apologia ou defesa, em que, no entanto, longe de se defender objetivamente das acusações, ironiza seus acusadores, assume as acusações, dizendo-se coerente com o que ensinava, e recusa a declarar-se inocente ou pedir uma pena. Com isso, ao júri, tendo que optar pela acusação ou pela defesa, só restou como alternativa a condenação do filósofo à morte. Danilo Marcondes. Com base no texto apresentado, explique quais foram os motivos da condenação de Sócrates à morte.



2. Que críticas faziam Sócrates e Platão aos sofistas?



3. Sócrates foi considerado um divisor de águas na filosofia grega. Tanto é que, a história da filosofia grega é dividida em pré-socráticos e socráticos. O que pensou e fez Sócrates de tão diferente para obter tamanha importância?



4.  Observe a tirinha do brasileiro Carlos Ruas que traz como personagens Sócrates e Deus e depois escreva a sua interpretação sobre ela, levando em conta o que foi estudado sobre o filósofo.


5. Na Grécia antiga, principalmente na cidade de Atenas no século V a.C., desenvolveu-se uma corrente de pensadores conhecidos como sofistas. Tidos como “sábios”, eram pagos para ensinar os jovens principalmente a arte da argumentação. Abaixo, julgue “V” para as afirmativas verdadeiras, e “F” para as falsas:

__Os sofistas não acreditavam na verdade absoluta, para eles o importante era conseguir convencer os outros de suas ideias.

__Os sofistas acreditavam que através dos argumentos era possível se chegar à melhor solução em cada caso.

__Os sofistas se compunham de grupos de mestres que viajavam de cidade em cidade realizando aparições públicas (discursos) para atrair estudantes, de quem cobravam taxas para oferecer-lhes educação.

__O foco central de seus ensinamentos concentrava-se no logos ou discurso, com foco em estratégias de argumentação.

__A conhecida frase "o homem é a medida de todas as coisas" surgiu dos ensinamentos sofistas.

__Uma das mais famosas doutrinas sofistas é a teoria do contra-argumento. Eles ensinavam que todo e qualquer argumento poderia ser refutado por outro argumento, e que a efetividade de um dado argumento residiria na verossimilhança (aparência de verdadeiro, mas não necessariamente verdadeiro) perante uma dada plateia.



6. Grupo de filósofos que se dedicavam a ensinar técnicas de persuasão para os jovens de modo que, numa assembleia eles tivessem preparados para vencer os debates com argumentos fortes e imbatíveis. Esta afirmação caracteriza os filósofos que são historicamente conhecidos como:

A)Sofistas.        B)Pré-socráticos.

C)Socráticos.      D)Platônicos.



7. Os sofistas foram mestres da oratória, que vendiam para os cidadãos suas habilidades com o discurso, fundamental para a política. Assim, defendiam a opinião de quem lhes pagasse bem. Acreditavam que a verdade não era absoluta, mas é fruto das construções humanas. Os principais foram Górgias, Protágoras e Hipías. Para eles, como afirma a frase de Protágoras, ‘o homem é a medida de todas as coisas’. Por isso não existiriam coisas como o frio real. O frio é frio apenas para quem o sente, também não existiriam um sentimento natural de pudor, ou a verdade que Sócrates tanto procurava. A partir do texto e do que vimos em sala de aula escolha a alternativa correta.

A)Os sofistas buscavam a construção de uma política de ordem retórica, baseando-se normalmente nos interesses de que defendia os vários pontos de vista possíveis.

B)De acordo com os sofistas, todos nós poderíamos chegar a uma ética universal de caráter político.

C)O que importava na realidade para os sofistas políticos era a construção de uma sociedade mais rica.

D)Os sofistas eram amigos de Sócrates e, por isso, buscavam a verdade universal dentro de cada homem.



8. O filme “Sócrates”, de Rossellini mostra o final da vida de Sócrates, em especial seu julgamento e sua condenação à morte. Quais foram as acusações que levaram Sócrates a ser condenado pela assembleia ateniense?

A)De disseminar o diálogo filosófico e de corromper a juventude.

B)De criticar o governo dos tiranos e ensinar os jovens a pensar por si mesmo.

C)De cobrar por seus ensinamentos e criticar o trabalho feito pelos sofistas.

D)De não acreditar nos deuses da cidade de Atenas e de corromper a juventude.



9. Um discípulo de Sócrates foi até o Oráculo de Delfos perguntar à Pitonisa (sacerdotisa do templo de Apolo) quem era o homem mais sábio de Atenas. A sacerdotisa disse que o homem mais sábio de Atenas era Sócrates. Entretanto, ao saber da revelação do oráculo, Sócrates ficou surpreso, pois não se considerava um sábio. Depois de muito refletir, o filósofo compreendeu o anúncio dos deuses. Assinale a alternativa que corresponda a conclusão que o filósofo chegou com a afirmação divina:

A)Sócrates era pretensioso, e como sábio que era, reconhecia a ignorância dos outros.

B)Sócrates concluiu que era o mais sábio de Atenas, pois os seus interlocutores nunca conseguiam responder adequadamente aos seus questionamentos.

C)Sócrates concluiu que era o homem mais sábio de Atenas, pois talvez fosse o único que reconhecia a sua ignorância e buscava constantemente a sabedoria.

D)Sócrates concluiu que era o homem mais sábio de Atenas, pois acreditava nos deuses totalmente, não admitindo que eles tenham se enganado ou mentido.



10.   Tem como significado "dar a luz (parto)" intelectual, da procura da verdade no interior do ser humano. Sócrates conduzia este parto em dois momentos: no primeiro, ele levava os seus discípulos ou interlocutores a duvidar de seu próprio conhecimento a respeito de um determinado assunto; no segundo, Sócrates os levava a conceber, de si mesmos, uma nova ideia, uma nova opinião sobre o assunto em questão. A este exercício filosófico chamamos de:

A)Ironia socrática.   B)Maiêutica.

C)Sofisma.            D)Dialética.



11.   Certa vez, o filósofo romano Cícero disse que “Sócrates trouxe a filosofia do céu para a terra”. Assinale a alternativa que corresponde a melhor explicação para essa afirmação.

A)Antes de Sócrates, a filosofia era cosmológica, isto é, tratava de explicar o mundo sobre a visão do cosmos e dos deuses. Com Sócrates inaugura-se a filosofia antropocêntrica, isto é, o homem como sendo o centro das investigações filosóficas. O filósofo preferiu prestar atenção à política e a forma de interação do homem em sociedade.

B)Que Sócrates era um filósofo que vivia “no mundo das nuvens”, sem se preocupar com as coisas da cidade e de sua família.

C)Exprime exatamente o caráter da investigação socrática. Ela tem por objeto exclusivamente a origem da vida e do mundo e não a comunidade em que vive.

D)Nenhuma das alternativas.



12. Após o período cosmológico, surge outro movimento muito importante para a filosofia (nascente) no ocidente. Passa a ser abordado agora um novo tipo de problema e teremos, então, não só as figuras principais do novo cenário da filosofia grega, mas de toda a história da razão ocidental: Sócrates, Platão e Aristóteles. Com Sócrates, a filosofia ganha uma nova “roupagem”. Sócrates viveu em Atenas no momento de apogeu da cultura grega, o chamado período clássico (séculos V e IV a.C.), fase de grande expressão na política, nas artes, na literatura e na filosofia. O que há de mais forte na filosofia de Sócrates é o seu método e a maneira pela qual ele buscava discutir os problemas relacionados à filosofia. A partir do texto acima e dos conhecimentos que você possui sobre a filosofia de Sócrates, é CORRETO afirmar que (some os números dos itens corretos e coloque o valor no espaço abaixo):

01)Sócrates oferecia grande importância às experiências sensíveis, o que caracterizou fortemente o seu método filosófico.

02)Ao proceder em suas investigações, Sócrates partia sempre de sua “dúvida metódica”.

04)Sócrates sempre buscava pessoas em praça pública para dialogar e questionar.

08)A célebre frase de Sócrates, que caracterizava parte de seu método é: “só sei que nada sei”, por isso questionava as ideias de seus interlocutores.

16)Para fazer com que os seus interlocutores enxergassem a verdade por si próprios, Sócrates praticava o método “maiêutico” (assinalado por ele), ou “parto das ideias”, no qual ele demonstrava os erros e opiniões comuns entre os homens. 
Somatória: ____



13.   Sócrates representa um marco importante da história da filosofia; enquanto a filosofia pré-socrática se preocupava com o conhecimento da natureza, Sócrates procura o conhecimento indagando o homem. Some o valor total atribuído as afirmativas corretas.

01)Sócrates, para não ser condenado à morte, negou, diante dos seus juízes, os princípios éticos da sua filosofia.

02)O método socrático compõe-se de duas partes: a maiêutica e a ironia.

04)Tal como os sofistas, Sócrates costumava cobrar dinheiro pelos seus ensinamentos.

08)Sócrates, ao afirmar que só sabia que nada sabia, queria, com isso, sinalizar a necessidade de adotar uma nova atitude diante do conhecimento e apontar um novo caminho para a sabedoria.

16)Discípulo de Sócrates, Platão utilizou, como protagonista da maior parte de seus diálogos, o seu mestre.  
Somatória: ______



14.   Sócrates era um cidadão comum de Atenas, até o oráculo de Delfos indicar que ele era o homem mais sábio de seu tempo. A partir daí, ele tomou como missão a Maiêutica, que significava a “arte de trazer à luz” (“parto das ideias”), através de longas conversas com interlocutores de todas as classes sociais. O que significava essa arte?

A)Sócrates, que também era médico, auxiliava nos partos de Atenas.

B)A luz do pensamento de Sócrates ofuscava todo o conhecimento da outra pessoa.

C)Através do diálogo promovido por Sócrates, a pessoa podia formular suas ideias e pensamentos.

D)A luz indicava que a pessoa não precisava se esforçar para adquirir conhecimento.



15.   Sócrates foi um dos mais importantes filósofos da antiguidade. Para ele, a filosofia não era um simples conjunto de teorias, mas uma maneira de viver. Sobre o pensamento e a vida de Sócrates, assinale o que for incorreto:

A)Sócrates acreditava que deveria passar a vida filosofando, isto é, examinar a si mesmo e a conduta moral das pessoas.

B)Nas conversações que mantinha nos lugares públicos da Atenas do século V a.C., Sócrates repetia nada saber para, assim, não responder às questões que formulava e motivar seus interlocutores a darem conta de suas opiniões.

C)Em polêmica com Aristóteles, para quem a cidade nasce de um acordo ou de um contrato social, Sócrates escreveu a República.

D)O exercício da filosofia, para Sócrates, consistia em questionar e em investigar a natureza dos princípios e dos valores que devem governar a vida. Assim se comportando, Sócrates contraiu inimizades de poderosos que o executaram sob a acusação de impiedade e de corromper a juventude.

E)A maiêutica socrática é a arte de trazer à luz, por meio de perguntas e de respostas, a verdade ou os conhecimentos mais importantes à vida que cada pessoa retém em sua alma.



16.   A passagem do diálogo platônico Protágoras, refere-se ao procedimento adotado por Sócrates: “Meu objetivo é examinar a proposição, muito embora possa acontecer que tanto eu, que pergunto, como tu, que respondes, acabemos por ser examinados.” Escolha a alternativa que expressa corretamente o pensamento de Sócrates.

A)A Filosofia socrática consiste no exame de proposições com o fim de demonstrar que a virtude é relativa, pois o “homem é a medida de todas as coisas”.

B)O exame socrático não é somente um exame de proposições, mas um modo de testar a vida e o modo de viver dos interlocutores.

C)A Filosofia socrática consiste em testar a verdade das proposições aduzidas pelos filósofos pré-socráticos que investigavam o princípio fundamental da Natureza.

D)A Filosofia socrática consiste no exame das proposições da arte retórica, que possibilita a prudência na administração da casa e na direção dos negócios da cidade.



17.   Sócrates foi considerado um dos maiores sábios da humanidade. Nada deixou escrito. Suas ideias foram divulgadas por dois de seus discípulos, Xenofonte e Platão. O ponto de partida da filosofia socrática encontra-se no fato de que:

A)A verdadeira filosofia encontra-se na physis, na natureza, cabendo ao homem buscá-la com todos os seus esforços.

B)A verdade não está ao alcance dos seres humanos.

C)O primeiro passo em direção à verdade é o reconhecimento da ignorância.

D)A aquisição do conhecimento se dá por meio da retórica.

E)A natureza é o ponto central da sua filosofia.



18. Leia a charge abaixo:




O instrumento adotado por Sócrates para o exercício de sua atividade filosófica foi o diálogo, e sempre com o intuito de despertar em todos os homens, a importância de examinar sua vida e suas ideias através da razão. Marque a alternativa que melhor representa o “método socrático”:

A)A profissão de ignorância e ironia de Sócrates fazem parte de seu procedimento geral de refutação por meio de perguntas e respostas breves e constituem um meio de reverter o argumento do interlocutor para fazê-lo cair em contradição. A refutação socrática revela a presunção de saber do adversário, pela insuficiência de suas definições e pela aporia (incerteza).

B)Apesar de ser um dos maiores pensadores de Atenas, jamais quis ensinar as pessoas a filosofar. Ele preferiu escrever livros e discutir seus livros em público, por isso o nome de seu primeiro projeto: A república.

C)Assim como os sofistas, ele se utilizava de todas as formas (razão, sentimentos, religião, cosmologias e etc.) para convencer as pessoas sobre suas ideias, isto é, dizer o que a pessoa é e do que ela precisa, a pessoa entendendo a resolução dos conceitos, elas vivem suas vidas de acordo com os ensinamentos socráticos.

D)Sócrates construiu sua própria escola, o Liceu, nela havia dezenas de alunos que, para fazer parte do corpo estudantil, antes, Sócrates media a capacidade que a pessoa tem de filosofar. Se a pessoa não soubesse de alguma coisa, então, ele não permite a matrícula.



19.   Sócrates foi um dos mais importantes filósofos da antiguidade. Para ele, a filosofia não era um simples conjunto de teorias, mas uma maneira de viver. Sobre o pensamento e a vida de Sócrates, assinale o que for correto e apresente como resposta a soma das alternativas corretas.

01)Sócrates acreditava que passar a vida filosofando, isto é, a examinar a si mesmo e a conduta moral das pessoas, era uma missão divina na qual um deus pessoal (sua consciência) o auxiliava.

02)Nas conversações que mantinha nos  lugares públicos da Atenas do século V a.C., Sócrates repetia nada saber para, assim, não responder às questões que formulava e motivar seus interlocutores a darem conta de suas opiniões.

04)Em polêmica com Aristóteles, para quem a cidade nasce de um acordo ou de um contrato social, Sócrates escreveu a República, na qual demonstra ser o homem um animal político.

08)O exercício da filosofia, para Sócrates, consistia em questionar e em investigar a natureza dos princípios e dos valores que devem governar a  vida. Assim se comportando, Sócrates contraiu inimizades de poderosos que o executaram sob a acusação de impiedade e de corromper a juventude.

16)A maiêutica socrática é a arte de trazer à luz, por meio de perguntas e de respostas, a verdade ou os conhecimentos mais importantes à vida que cada pessoa retém em sua alma.                  
Somatória: __________



20.   Marque a alternativa que expressa corretamente o pensamento de Sócrates.

A)Sócrates estabelece uma ligação muito estreita entre o conhecimento da virtude e a ação humana, a ponto de sustentar que aquele que conhece o que é o correto não pode agir erroneamente, visto que o erro de conduta é fruto da ignorância sobre a verdade.

B)O fim último do método dialético socrático era a refutação do seu interlocutor. Assim sendo, é legítimo afirmar que o reconhecimento da própria ignorância equivale à constatação de que a verdade é relativa a cada indivíduo.

C)Sócrates é considerado um divisor de águas na Filosofia graças a sua teoria ética sobre a imobilidade do Ser. Por isso, sua missão sempre foi a investigação de um fundamento absoluto da moral.

D)Sócrates fazia uso de um método refutativo de investigação, o que significa que seu principal intento era levar o interlocutor à contradição, independentemente se o último estivesse ou não com a razão.



21.   Um dos pontos altos da filosofia grega é a teoria do conhecimento. Entre seus pensadores encontra-se Sócrates. Ao dialogar com seus interlocutores, Sócrates assumia humildemente a atitude de quem aprende e, multiplicando as perguntas, levava seu adversário à contradição, obrigando-o a reconhecer sua ignorância. Esse método socrático denomina-se:

A)Alegoria, metodologia de conhecimento segundo a qual se desenvolve o conhecimento a partir do senso comum.

B)Maiêutica, metodologia segundo a qual a ideia é gerada ou acordada.

C)Ironia, método dialético segundo o qual é demonstrada a necessidade de conhecer profundamente as ideias.

D)Criticismo, metodologia de conhecimento que parte da crítica da razão.



22.   A passagem do diálogo platônico Protágoras, refere-se ao procedimento adotado por Sócrates: “Meu objetivo é examinar a proposição, muito embora possa acontecer que tanto eu, que pergunto, como tu, que respondes, acabemos por ser examinados.” Escolha a alternativa que expressa corretamente o pensamento de Sócrates.

A)A Filosofia socrática consiste no exame de proposições com o fim de demonstrar que a virtude é relativa, pois o “homem é a medida de todas as coisas”.

B)O exame socrático não é somente um exame de proposições, mas um modo de testar a vida e o modo de viver dos interlocutores.

C)A Filosofia socrática consiste em testar a verdade das proposições aduzidas pelos filósofos pré-socráticos que investigavam o princípio fundamental da Natureza.

D)A Filosofia socrática consiste no exame das proposições da arte retórica, que possibilita a prudência na administração da casa e na direção dos negócios da cidade.

[3ª Série] Sociologia: Liberalismo

•    Liberalismo pode ser definido como um conjunto de princípios e teorias políticas, que apresenta como ponto principal a defesa da liberdade política e econômica. Neste sentido, os liberais são contrários ao forte controle do Estado na economia e na vida das pessoas.
•    O pensamento liberal teve sua origem no século XVII, através dos trabalhos sobre política publicados pelo filósofo inglês John Locke. Já no século XVIII, o liberalismo econômico ganhou força com as ideias defendidas pelo filósofo e economista escocês Adam Smith.
•    Podemos citar como princípios básicos do liberalismo: Defesa da propriedade privada; Liberdade econômica (livre mercado); Mínima participação do Estado nos assuntos econômicos da nação (governo limitado); Igualdade perante a lei (estado de direito);
•    A corrente liberal defendia vários pressupostos que compunham a nova realidade oferecida pelo capitalis-mo. Aprovavam o direito à propriedade privada, amplas liberdades no desenvolvimento das atividades co-merciais e a igualdade dos indivíduos mediante a lei. Além disso, elogiavam a prosperidade do homem de ne-gócios ao verem que sua riqueza beneficiava a sociedade como um todo. Dessa forma, ao acreditavam que a riqueza seria uma benesse acessível a todos que trabalhassem.
•    Com relação à miséria e as desigualdades, a doutrina liberal acredita que a pobreza do homem tem origem em seu fracasso pessoal. Para que pudesse superar essa situação de penúria, o pobre deveria ter uma postura colaborativa para com seus patrões tendo o cuidado em preservar os seus bens e dar o máximo de sua força de trabalho na produção de mais riquezas. Concomitantemente, lhe seria exigida paciência e fé enquanto vir-tudes que o ajudariam na superação de sua condição.

[3ª Série] Sociologia: Socialismo


•    Idealizadores do Socialismo: Karl Marx e Engels.
•    Do ponto de vista político e econômico, o comunismo seria a etapa final de um sistema que visa à igualdade social e a passagem do poder político e econômico para as mãos da classe trabalhadora. Para atingir esse estágio, dever-se-ia passar pelo socialismo, uma fase de transição onde o poder estaria nas mãos de uma burocracia, que organizaria a sociedade rumo à igualdade plena, onde os trabalhadores seriam os dirigentes e o Estado não existiria.
•    Diferentemente do que ocorre no capitalismo, onde as desigualdades sociais são imensas, o socialismo é um modo de organização social no qual existe uma distribuição equilibrada de riquezas e propriedades, com a finalidade de proporcionar a todos um modo de vista mais justo.
•    Na visão do pensador e idealizador do socialismo, Karl Marx, este sistema visa a queda da classe burguesa que lucra com o proletariado desde o momento em que o contrata para trabalhar em suas empresas até a hora de receber o retorno do dinheiro que lhe pagou por seu trabalho. Segundo ele, somente com a queda da burguesia é que seria possível a ascensão dos trabalhadores.
•    A sociedade visada aqui é aquela sem classes, ou seja, onde todas as pessoas tenham as mesmas condições de vida e de desenvolvimento, com os mesmos ganhos e despesas. Alguns países, como, por exemplo, União Soviética (atual Rússia), China, Cuba e Alemanha Oriental adotaram estas ideias no século XX. A mais significativa experiência socialista ocorreu após a Revolução Russa de 1917, onde os bolcheviques liderados por Lênin implantaram o socialismo na Rússia.
•    Atualmente, somente Cuba, governada por Fidel Castro, mantém plenamente o sistema socialista em vigor. Mesmo enfrentando um forte bloqueio econômico dos Estados Unidos, o país consegue sustentar o regime, utilizando, muitas vezes, a repressão e a ausência de democracia.

[2ª Série] Sociologia: Processos Sociais

sábado, 11 de maio de 2013

Processos Sociais

Os alunos de uma escola resolvem fazer uma limpeza geral no salão de festas para o baile de formatura. Organizam-se, um ajuda o outro e logo o trabalho está acabado. Esse resultado foi possível porque houve cooperação. A cooperação é um tipo de processo social.

A palavra processo designa a contínua mudança de alguma coisa numa direção definida. Processo social indica interação social, movimento, mudança. Os processos sociais são as diversas maneiras pelas quais os indivíduos e os grupos atuam uns com os outros, a forma pela quais os indivíduos se relacionam e estabelecem relações sociais.

Qualquer mudança proveniente dos contatos sociais e da interação social entre os membros de uma sociedade constitui, portanto, um processo social.

Processos associativos e dissociativos

No grupo social ou na sociedade como um todo, os indivíduos e os grupos se reúnem e se separam, associam-se e  dissociam-se. Assim, os processos sociais podem ser associativos e dissociativos.

Os processos associativos estabelecem I formas de cooperação, convivência e consenso no grupo. Já os dissociativos estão relacionados a formas de divergência, oposição e conflito, que podem se manifestar de modos diferentes. São responsáveis, assim, por tensões no interior da sociedade.

Os principais processos sociais associativos são cooperação, acomodação e assimilação.

A seguir, vamos estudar os processos associativos e dissociativos. Você vai perceber que não seguimos a ordem apresentada no esquema anterior. Isso se deve, em parte, à necessidade de se priorizarem certos processos, seja para facilitar o entendimento de outro, seja porque a partir dele podem surgir outros processos.

Processos Associativos

Cooperação: é a forma de interação social na qual diferente pessoas, grupos ou comunidades trabalham juntos para um mesmo fim. São exemplos de cooperação: a reunião de vizinhos para limpar a rua, ou de pessoas para fazer uma festa; mutirões de moradores para construir conjuntos habitacionais; sociedades cooperativas etc.

A cooperação pode ser direta ou indireta.

Cooperação direta compreende as atividades que as pessoas realizam juntas, como é o caso dos mutirões. Mutirões são atividades que reúnem diversas pessoas em um esforço comum para alcançar determinado objetivo. Nos bairros populares de periferia de grandes cidades do Brasil, por exemplo, não é raro que pessoas ligadas por laços de amizade trabalhem juntas nos fins de semana para construir a casa de uma delas. Quando a casa está pronta, as mesmas pessoas passam a cooperar na construção da casa de outra família integrante do grupo.

Cooperação indireta é aquela em que as pessoas, mesmo realizando trabalhos diferentes, necessitam indiretamente umas das outras, por não serem autossuficientes. Tomemos o exemplo de um médico e de um lavrador: o médico não pode viver sem o alimento produzido pelo lavrador, e este necessita de cuidados médicos quando fica doente. Existe, assim, entre eles uma relação de complementariedade.

Uma das diferenças entre a cooperação direta e a indireta está no fato de, no primeiro caso, se desenvolverem relações de solidariedade e apoio mútuo entre as pessoas envolvidas. Isso não ocorre quando a cooperação é indireta, pois nesse caso as pessoas envolvidas não estão ligadas por um esforço coletivo destinado a conquistar um objetivo comum.

Acomodação: o indivíduo ou o grupo social se ajusta a uma situação ou ao modo de vida de um grupo dominante para não gerar conflitos. Ex.: Escravos do período colonial brasileiro. Estes nunca aceitaram a situação de servidão, apenas se acomodaram à dominação e sempre que podiam se rebelavam.

Assimilação: processo de ajustamento pelo qual indivíduos ou grupos antagônicos (opostos) tornam-se semelhantes, havendo transformações internas nos indivíduos ou grupos. Exemplo: imigrante que se integra à sociedade que o acolhe.

Processos Dissociativos

Competição: "No uso recente, competição é a forma de interação que implica luta por objetivos escassos; essa interação é regulada por normas, pode ser direta ou indireta, pessoal ou impessoal, e tende a excluir o uso da força e da violência" (Dicionário de Ciências Sociais. Rio de Janeiro, Editora da Fundação Getúlio Vargas, 1987. p. 218).

A competição pode levar indivíduos a agir uns contra os outros em busca de uma melhor situação. Ela nasce dos mais variados desejos humanos, como ocupar uma posição social mais elevada, ter maior importância no grupo social, conquistar riqueza e poder, vencer um torneio esportivo etc.

Ora, nem todos podem obter os melhores lugares nas esferas sociais, pois os postos mais importantes são em número muito menor que seus pretendentes, isto é, são escassos. Assim, os que pretendem alcançá-los entram em competição com os demais concorrentes. Nessa disputa, as atenções de cada competidor estão voltadas para a recompensa e não para os outros concorrentes.

Há sociedades que estimulam mais a competição que outras. Entre as tribos indígenas, por exemplo, as relações não são tão acentuadamente competitivas como na sociedade capitalista. Esta última estimula os indivíduos a competirem em todas as suas atividades – na escola, no trabalho e até no lazer -, exacerbando o individualismo em prejuízo da cooperação.

Conflito: Quando a competição assume características de elevada tensão social, sobrevém o conflito. Diariamente, vemos e ouvimos no noticiário dos jornais, do rádio e da televisão relatos de conflitos em diversas partes do mundo: combate na Colômbia entre tropas do governo e fazendas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), no interior do Brasil, às vezes seguidas (ou precedidas) de assassinatos de líderes sindicais a mando de grandes fazendeiros (veja o boxe na página seguinte); motins e fugas de menores da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), em São Paulo, conflitos entre israelenses e palestinos no Oriente Médio.

O conflito social é um processo social, pois provoca mudanças na sociedade. Tomemos o exemplo dos negros norte-americanos. Depois de violentos choques com a polícia durante os anos 1960, eles conseguiram ver reconhecidos seus direitos civis. Passados mais de trinta anos, embora certas formas de racismo e discriminação ainda persistam nos Estados Unidos, o negro integrou-se, pelo menos em parte, à sociedade norte-americana, permitindo, inclusive a primeira eleição de um presidente negro americano. Outro exemplo mais recente foi a mudança do governo no Egito graças à pressão popular.

OLIVEIRA, Pérsio Santos de. Introdução à Sociologia. São Paulo: Editora Ática, 2010. p.

 

[3ª Série] Filosofia: Thomas Hobbes e o Leviatã

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Filosofia Política de Thomas Hobbes
o leviatã
Aspectos relevantes da Antropologia Filosófica de Hobbes:
Em sua obra Leviatã, Hobbes afirma que o homem é naturalmente ruim e antissocial. É ruim visto que ele é governado pelas paixões e desta forma busca apenas fins puramente egoístas. É antissocial, também se referindo às paixões, pois dado que procura apenas benefícios particulares e é movido pelas paixões, é capaz de prejudicar e até matar para ter seu desejo realizado.
Os argumentos acerca do homem, defendidos por Hobbes difere em alguns aspectos da argumentação de Aristóteles. Enquanto Hobbes afirma que o homem é um ser antissocial, incapaz de viver em sociedade, em estágio natural, porque busca seus desejos particulares, Aristóteles, em A Política, nos diz que o home é um animal político e, vivendo em sociedade, todos procuram um bem em comum, que é a Felicidade.
Entretanto, o homem espontaneamente não vive em sociedade. Quando eles se reúnem para constituir uma, isso ocorre dado o medo e o perigo de morte constante que caracteriza o “estado de natureza”.
Outro aspecto que difere a teoria de Thomas Hobbes da de Aristóteles é quanto à igualdade dos homens. Aristóteles vê na natureza humana diferenças intrínsecas. Enquanto um homem pode exercer atividade intelectual e ser governante, há outros que não são capazes disso. E, é com base nessa diferença natural que Aristóteles justifica a escravidão. Hobbes, ao contrário, não vê diferenças entre os homens, visto que todos são naturalmente governados pelas paixões e com relação ao governante, ele diz que esse deve ser eleito mediante o voto de todos os indivíduos que queiram sair do estado natural, onde todos podem tudo.
O problema das formas de governo:
Para Hobbes, há apenas três formas de governo: monarquia, democracia e aristocracia. A tirania e a oligarquia são variações da monarquia e da aristocracia.
Quanto à questão das formas de governo, o filósofo vê diferenças em relação ao poder do governante. Na democracia, o poder está nas mãos de representantes do povo; na aristocracia, nas mãos de poucos. Segundo ele, estas duas formas de governo têm em comum o poder dividido e o poder dividido entre poucos ou muitos está condenado à dissolução. Dado ser própria da natureza humana ser movida pelas paixões, e o ser humano sempre procurar por poder, honras e glórias, no governo em que o poder está dividido ele estará também mais vulnerável a guerras internas por causa da busca pelo poder.
O filósofo faz uma analogia: assim como não é possível existir mais de um Deus soberano e onipotente, não pode existir um estado em que seu poder esteja dissolvido. Só há soberania se houver um governante, caso contrário o estado não poderá se sustentar, por causa das guerras internas pela busca de mais poder entre seus representantes.
A única forma de governo que Hobbes considera possível de sustentar um estado ou reino é a monarquia. Na monarquia, o soberano tem em suas mãos todo o poder necessário para garantir a tranquilidade no interior do estado. Ele é a fonte de justiça. Aquilo que ele determinar será lei e deverá ser cumprida. Mesmo que ordene a um súdito tentar contra Deus, este deve obedecê-lo visto está submetido às ordens e às leis do soberano.
A monarquia só funciona se for hereditária. A hereditariedade do poder garante que os homens, após a morte do seu rei, não retornem a situação anárquica em que viviam antes do contrato social. O novo rei não necessariamente precisa ser o filho do soberano. Ele poderá ser aquele que o soberano nomear mediante um testamento.
Aspectos relevantes da argumentação teológica de Thomas Hobbes:
Para Hobbes e os filósofos políticos modernos em geral, não é possível através da razão conhecer Deus. Ele não nega Deus, ele admite a existência de um primeiro motor eterno que gerou todas as coisas. Entretanto, diferentemente dos medievais, afirma que não nos é possível conhecer Deus pelo o que está dado (a natureza). Segundo o autor, a religião é fruto da imaginação do homem. Por não conseguir achar respostas, causas para as coisas e os fenômenos, tente a dar explicações sobrenaturais para os fatos. Ele dá exemplos: gregos e romanos, para cada ação (uma chuva ou tempestade) criavam um deus diferente.
Hobbes vai buscar nas Sagradas Escrituras – principalmente no Antigo Testamento – fundamentação teológica para a origem do contrato social. Porém, depois de fundamentado, o filósofo “deixa Deus de lado” afirmando que todo o poder deve estar nas mãos do soberano, inclusive o religioso.
Cabe ao soberano decidir que obras religiosas seus súditos terão acesso e também a interpretação da mesma. O soberano também deve escolher a religião do estado e proibir as demais, para que dessa forma evite conflitos que podem abalar as estruturas do Estado.
A plenitude do poder caracteriza a filosofia política de Thomas Hobbes. O soberano pode ser descrito como um deus na terra, dado o imenso poder que possui.

Por Karoline Rodrigues – 17 de maio de 2004.