Profª de Filosofia e Sociologia da Rede Estadual de Goiás desde 2010.
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[1ª Série] Tópicos de Filosofia: Mitologia Grega

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Ruínas do Partenon, no Monte Olimpo.

Mitologia Grega

É um conjunto de mitos, entidades divinas ou fantásticas e lendas. Tem suas principais fontes na Teogonia, de Hesíodo, na Ilíada e na Odisseia, de Homero, escritas no séc. VIII a.C.

A mais completa e importante fonte de mitos sobre a origem e a história dos deuses é a Teogonia. As histórias de grandes feitos, heróis, grandes combates etc., são narrativas descritas por Homero, a exemplo da Guerra de Troia.

Há uma divisão na categoria de deuses: deuses mais poderosos e deuses do Olimpo, este por sua vez se divide em várias classes. Dentre as classes dos deuses, está a classe superior, encabeçada por Zeus (governante de todos os deuses).

Numa classe inferior está Hades (irmão de Zeus e deus dos infernos). Mas os heróis, seres mortais em sua maioria, têm tanta importância quanto os deuses na mitologia grega, um dos mais conhecidos é Hércules (em grego Héracles).

Tais mitos tão antigos hoje geram diversão e conhecimento, através de filmes onde são narradas as lendas, os mitos, os feitos dos grandes heróis, etc.

[1ª Série] Tópicos de Filosofia: Mais um mito de Thor

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Mais um mito sobre Thor...

O que este mito tenta explicar, pessoal?

Profª. Karoline

Tor adormeceu e que, quando acordou, seu martelo tinha desaparecido. Tor ficou tão furioso que suas mãos tremeram e sua barba estremeceu. Acompanhado de seu homem de confiança, Loki, Tor foi até Freyja para lhe pedir emprestadas suas asas, a fim de que Loki pudesse voar até Jotunheim e descobrir se os trolls tinham roubado o martelo de Tor. Lá chegando, Loki encontrou Trym, o rei dos trolls, que logo foi se gabando por ter enterrado o martelo cinco quilômetros debaixo da terra. E, para completar, Trym disse que os deuses só teriam o martelo de volta se Freyja se casasse com ele.

Subitamente, os deuses do bem estão diante de um drama jamais visto: um drama envolvendo um refém. Os trolls têm agora em seu poder a mais importante arma de defesa dos deuses, e esta situação é absolutamente inaceitável. Enquanto os trolls estiverem com o martelo de Tor, seu poder sobre os mundos dos deuses e dos homens será irrestrito. Para devolver o martelo eles exigem Freyja. Mas esta troca não é possível. Se os deuses entregarem a deusa da fertilidade, que protege todas as formas de vida, então o verde desaparecerá dos pastos, e deuses e homens acabarão morrendo. Não há, portanto, como avançar ou como retroceder nesta situação.

O deus Heimdal tem uma boa idéia. Ele sugere que Tor se fantasie de noiva. Prendendo os cabelos e amarrando duas pedras no lugar dos seios, ele ficaria parecido com uma mulher. É claro que Tor não fica muito entusiasmado com esta idéia, mas acaba reconhecendo que só assim os deuses teriam uma chance de reaver o martelo. No fim, Tor é fantasiado de noiva e Loki o acompanha como dama de honra. — E assim levamos não apenas uma, mas duas mulheres para os trolls — diz Loki em tom de brincadeira.

Logo que eles chegam a Jotunheim, os trolls iniciam todos os preparativos para as bodas. Na festa, porém, a noiva – isto é, Tor – come um boi inteiro, oito salmões e bebe três barris de cerveja. Trym fica admirado com o que vê. Por um triz o disfarce não é descoberto. Mas Loki consegue salvá-los desse perigo.

Ele conta que Freyja não comia havia oito dias, tão ansiosa que ela estava para chegar a Jotunheim. Logo que eles chegam a Jotunheim, os trolls iniciam todos os preparativos para as bodas. Na festa, porém, a noiva – isto é, Tor – come um boi inteiro, oito salmões e bebe três barris de cerveja. Trym fica admirado com o que vê. Por um triz o disfarce não é descoberto. Mas Loki consegue salvá-los desse perigo. Ele conta que Freyja não comia havia oito dias, tão ansiosa que ela estava para chegar a Jotunheim.

Quando Trym ergue o véu da noiva para beijá-la, ele recua ao se deparar com o olhar severo de Tor. Mas também desta vez Loki consegue contornar a situação. Ele conta que a noiva havia sete noites não conseguia dormir de alegria com o casamento. Então Trym ordena que tragam o martelo e que ele seja colocado no colo da noiva durante a cerimônia de casamento. Conta o mito que quando Tor viu o martelo no seu colo, ele deu uma boa risada. Primeiro matou Trym e depois todos os outros trolls de Jotunheim. E, assim, o terrível drama envolvendo um refém teve um final feliz. Mais uma vez, Tor tinha vencido as forças do mal.

Este mito quer explicar alguma coisa. E aqui vai uma interpretação possível: Quando a seca assolava uma região, as pessoas precisavam de uma explicação para a total ausência de chuva. Não seria porque os trolls tinham roubado o martelo de Tor? Podemos imaginar também que este mito tenta explicar a alternância das estações do ano: no inverno a natureza está morta, porque o martelo de Tor está em Jotunheim. Mas na primavera Tor consegue reavê-lo. E, assim, os mitos tentam explicar às pessoas algo que elas não conseguem entender.

[1ª Série] Tópicos de Filosofia

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Caros alunos, 
Segue abaixo mais um mito, agora grego.

 Profª. Karoline

O mito de Prometeu
O Céu e Terra já estavam criados. A parte ígnea, mais leve, tinha-se espalhado e formado o firmamento. O ar colocou-se de seguida. A terra, como era mais pesada, ficou por baixo e a água ocupou o ponto inferior, fazendo flutuar a terra. Neste mundo assim criado, habitavam as plantas e os animais. Mas faltava a criatura na qual pudesse habitar o espírito divino.

Foi então que chegou à terra o Titã Prometeu, descendente da antiga raça de deuses destronada por Zeus. O gigante sabia que na terra estava adormecida a semente dos céus. Por isso apanhou um bocado de argila e molhou-a com um pouco de água de um rio. Com essa matéria fez o homem, à semelhança dos deuses, para que fosse o senhor da terra. Tirou das almas dos animais características boas e más, animando assim a sua criatura. E Atena, deusa da sabedoria, admirou a criação do filho dos Titãs e insuflou naquela imagem de argila o espírito com o sopro divino.

Foi assim que surgiram os primeiros seres humanos, que logo povoaram a terra. Mas faltavam-lhes conhecimentos sobre os assuntos da terra e do céu. Vagueavam sem saber a arte da construção, da agricultura, da filosofia. Não sabiam caçar ou pescar - e nada sabiam sobre a sua origem divina.

Prometeu aproximou-se e ensinou às suas criaturas todos esses segredos. Inventou o arado para o homem poder plantar, a cunhagem das moedas para que houvesse o comércio, a escrita e a extracção do minério. Ensinou-lhes a arte da profecia e da astronomia, enfim todas as artes necessárias ao desenvolvimento da humanidade.

No entanto faltava-lhes ainda um último dom para se puderem manter vivos - o fogo. Este dom, entretanto, havia sido negado à humanidade pelo grande Zeus. Porém, Prometeu apanhou um caule do nártex, aproximou-se da carruagem de Febo (o Sol) e incendiou o caule. Com esta tocha, Prometeu entregou o fogo para a humanidade, o que lhe dava a possibilidade de dominar o mundo e os seus habitantes.

Zeus, porém, irritou-se ao ver que o homem possuíra o fogo e que a sua vontade tinha sido contrariada. Por isso tramou no Olimpo a sua vingança. Mandou que Hefesto fizesse uma estátua de uma linda donzela, a que chamou Pandora - "a que possui todos os dons",(uma vez que cada um dos deuses deu à donzela um dom). Afrodite deu-lhe a beleza, Hermes o dom da fala, Apólo, a música. Vários outros encantos foram consedidos à criatura pelos deuses.

Zeus pediu ainda que cada imortal reservasse um malefício para a humanidade. Esses presentes maléficos foram guardados numa caixa, que a donzela levava nas mãos. Pandora, então, desceu à terra, conduzida por Hermes, e aproximou-se de Epimeteu - "o que pensa depois", o irmão de Prometeu - "aquele que pensa antes" e diante dele abriu a tampa do presente de Zeus. Foi então que a humanidade, que até aquele momento havia habitado num mundo sem doenças ou sofrimentos, se viu assaltada por inúmeros malefícios. Pandora tornou a fechar a caixa rapidamente, antes que o único benefício que havia na caixa escapasse - a esperança.

Zeus dirigiu então a sua fúria contra o próprio Prometeu, mandando que Hefesto e seus serviçais Crato e Bia (o poder e a violência) acorrentassem o Titã a um penhasco do monte Cáucaso. Mandou ainda uma águia devorar diariamente o fígado de Prometeu que, por ser ele um Titã, se regenerava. O seu sofrimento durou por inúmeras eras, até que Hércules passou por ele e viu o seu sofrimento. Abateu a gigantesca águia com uma flecha certeira e libertou o cativo das suas correntes. Entretanto, para que a vontade de Zeus fosse cumprida, o gigante passou a usar um anel com uma pedra retirada do monte. Assim, Zeus sempre poderia afirmar que Prometeu se mantinha preso ao Cáucaso.

[Fonte: http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/protagoras/links/mito_prom.htm]

[1ª Série] Tópicos de Filosofia: A importância do Mito

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Fragmento de um texto, do livro O Mundo de Sofia, que fala sobre os mitos:

Por filosofia entendemos uma forma completamente nova de pensar, surgida na Grécia por volta de 600 a.C. Antes disso, todas as perguntas dos homens haviam sido respondidas pelas diferentes religiões. Essas explicações religiosas tinham sido passadas de geração para geração através dos mitos.

Um mito é a história de deuses e tem por objetivo explicar por que a vida é assim como é. Ao longo dos milênios, espalhou-se por todo o mundo uma diversificada gama de explicações mitológicas para as questões filosóficas. Os filósofos gregos tentaram provar que tais explicações não eram confiáveis.
A fim de entendermos o pensamento dos primeiros filósofos, precisamos entender primeiro o que significa ter uma visão mitológica do mundo. Vamos tomar por exemplo o mito de Tor e seu martelo, proveniente do norte europeu.

Antes de o cristianismo chegar à Noruega, acreditava-se, na Noruega, que Tor cruzava os céus numa carruagem puxada por dois bodes. E quando ele agitava seu martelo, produziam-se raios e trovões. A palavra “trovão” significa originariamente “o rugido de Tor”. Quando troveja e relampeja, geralmente também chove. E a chuva era vital para os camponeses da era dos vikinks. Assim, Tor era adorado como o deus da fertilidade. A resposta mitológica à questão de saber por que chovia era, portanto, a de que Tor agitava seu martelo. E quando caía a chuva, as sementes germinavam e as plantas cresciam nos campos.

Não se entendia por que as plantas cresciam nos campos e como davam frutos. Mas os camponeses sabiam que isto tinha alguma coisa a ver com a chuva. Além disso, todos acreditavam que a chuva tinha algo a ver com Tor. E isto fazia dele um dos deuses mais importantes do Norte da Europa.

Ao longo dos séculos, as histórias dos deuses foram sendo passadas de geração em geração. Na Grécia, os deuses eram chamados de Zeus e Apolo, Hera e Atena, Dioniso e Asclépio, Heracles e Hefaístos, apenas para citar alguns nomes.

Por volta de 700 a.C., Homero e Hesíodo registraram por escrito boa parte do tesouro da mitologia grega. Isto levou a uma situação completamente nova. É que, a partir do momento em que os mitos foram colocados no papel, já se podia discutir sobre eles.

Os primeiros filósofos gregos criticaram a mitologia descrita por Homero, porque para eles os deuses ali representados tinham muitas semelhanças com os homens. De fato, eles eram exatamente tão egoístas e traiçoeiros como qualquer um de nós. Pela primeira vez na história da humanidade foi dito claramente que os mitos talvez não passassem de frutos da imaginação do homem.

Um exemplo dessa crítica aos mitos pode ser encontrado no filósofo Xenófanes, nascido por volta de 570 a.C. Para ele, as pessoas teriam criado os deuses à sua própria imagem e semelhança: “Os mortais acreditam que os deuses nascem, falam e se vestem de forma semelhante à sua própria… Os etíopes imaginam seus deuses pretos e de nariz achatado; os tracianos, ao contrário, os veem ruivos e de olhos azuis… Se as vacas, cavalos ou leões tivessem mãos e com elas pudessem pintar e produzir obras como os homens, eles criariam e representariam suas divindades à sua imagem e semelhança: os deuses dos cavalos teriam feições equinas, os das vacas se pareceriam com elas, e assim por diante”.

Referências: GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia. Cia. das Letras: São Paulo, 1998.

Para aqueles que queiram saber mais sobre a mitologia nórdica e Thor, assistam ao documentário do History Channel:


Bons estudos!

Profª Karoline