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[2ª Série] Filosofia: A revolução copernicana na Filosofia - Immanuel Kant

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

 

 Teoria do Conhecimento de Immanuel Kant - Introdução 

 

 

Vida e Obra de Immanuel Kant

 

Nascido em Königsberg, na Prússia – reino do Império Alemão (atualmente Kalinigrado, na Rússia), foi um expoente do Iluminismo.

 

Iluminismo: movimento intelectual que se desenvolveu na Europa dos séculos XVII e XVIII, que valorizava o uso da razão como ferramenta para conhecer o mundo. Foi nesse período que se consolidaram os alicerces de várias áreas de pensamento científico moderno, por exemplo, a astronomia..

 

Por volta de 1770, com 46 anos, Kant leu a obra do filósofo escocês David Hume., que é por muitos considerado um empirista ou um cético.

 

Kant sentiu-se profundamente inquietado. Achava o argumento de Hume irrefutável, mas as conclusões inaceitáveis. 

 

Em 1781 publicou a Crítica da Razão Pura, um dos livros mais importantes e influentes da moderna filosofia.


Além de grande destaque na Epistemologia ou Teoria do Conhecimento, Kant foi muito produtivo no campo da Ética com as obras "Fundamentação da Metafísica dos Costumes" (1785), 'Crítica da Razão Prática" (1788) e "Crítica do Julgamento" (1790).

 

Revolução Copernicana na Filosofia

Os fenômenos constituem o mundo como nós os experimentamos, ao contrário do mundo como existe independentemente de nossas experiências ("das coisas-em-si"). Segundo Kant, os seres humanos não podem saber da essência das coisas-em-si, mas saber apenas das coisas segundo nossos esquemas mentais que nos permitem apreender a experiência.

 

Em outras palavras, uma coisa é a realidade tal como ela é, e outra coisa é a maneira como essa mesma realidade aparece diante de nós enquanto sujeito do conhecimento. A realidade, tal como ela é, em sua essência, (a coisa em si) incognoscível, ou seja, não podemos conhecê-la. Contudo, nós podemos conhecer o modo como ela nos aparece (fenômeno), posto que o modo de seu aparecimento não dependerá só dela, mas de nós também. Portanto, jamais conhecemos as coisas em si, mas somente tal como elas nos aparecem (fenômenos).

 

Com Kant a teoria do conhecimento deixa de se debruçar somente sobre o objeto do conhecimento. Ela passa a entender o sujeito como elemento ativo do processo de conhecimento, fato que constituiu o ponto central da revolução gnosiológica preconizada por Kant, conhecida como o fenômeno da subjetividade.

 

A subjetividade é o mundo interno de todo e qualquer ser humano. Este mundo interno é composto por emoções, sentimentos e pensamentos. Na teoria do conhecimento, a subjetividade é o conjunto de ideias, significados e emoções que, por serem baseados no ponto de vista do sujeito, são influenciados por seus interesses e desejos particulares.

 

A forma com o objeto nos aparece (o fenômeno) diz respeito ao modo com que somos afetados pelo objeto, a forma com que o percebemos (subjetividade). Assim, um indivíduo pode ser afetado de um jeito diferentemente de outros.

 

Kant chamou de "revolução copernicana" sua resposta ao problema do conhecimento. O astrônomo Nicolau Copérnico (1473-1543) formulou a teoria heliocêntrica - a teoria de que os planetas giravam em torno do Sol - para substituir o modelo antigo, de Aristóteles e Ptolomeu, em que a Terra ocupava o centro do universo, o que era mais coerente com os dogmas da Igreja Católica.... 

 

Na Crítica da Razão Pura tinha um problema a resolver, que dizia respeito à seguinte questão: como posso obter um conhecimento seguro e verdadeiro sobre as coisas do mundo? 

 

A resposta de Kant iria mudar o rumo da Filosofia Ocidental.. Antes de Kant, duas escolas filosóficas, tradicionalmente, respondiam de formas diversas ao problema do conhecimento. Para os filósofos racionalistas (Platão, Descartes, Leibniz e Espinosa), todo conhecimento provém da razão, enquanto que, para os empiristas (Aristóteles, Hobbes, Locke, Berkeley e Hume), ao contrário, somente os dados da experiência sensível forneceriam as bases para o conhecimento humano.

 

Kant propôs inversão semelhante em filosofia. Até então, as teorias consistiam em adequar a razão humana aos objetos, que eram, por assim dizer, o "centro de gravidade" do conhecimento.

 

Kant propôs o contrário: os objetos, a partir daí, teriam que se regular pelo sujeito, que seria o depositário das formas do conhecimento. As leis não estariam nas coisas do mundo, mas no próprio homem; seriam faculdades espontâneas de sua natureza transcendental. Como Kant afirma no prefácio da segunda edição da Crítica da Razão Pura:

 

"Até agora se supôs que todo nosso conhecimento tinha que se regular pelos objetos; porém todas as tentativas de mediante conceitos estabelecer algo a priori sobre os mesmos, através do que ampliaria o nosso conhecimento, fracassaram sob esta pressuposição. Por isso tente-se ver uma vez se não progredimos melhor nas tarefas da Metafísica admitindo que os objetos têm que se regular pelo nosso conhecimento, o que concorda melhor com a requerida possibilidade de um conhecimento a priori dos objetos que deve estabelecer algo sobre os mesmos antes de nos serem dados."

 

Prof.ª Karoline Rodrigues de Melo

[2ª Série] Filosofia: A Revolução Copernicana de Kant

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

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A imagem acima ilustra, apesar do didatismo rasteiro, a divisão kantiana entre "noúmeno" e "fenômeno". Essa divisão retrata a “revolução copernicana” de Kant na filosofia.

Sendo, conforme Georges Pascal: “a revolução copernicana de Kant é a substituição, em teoria do conhecimento, de uma hipótese idealista à hipótese realista. O realismo admite que uma realidade nos é dada, quer seja de ordem sensível (para os empiristas), de ordem inteligível (para os racionalistas), e que o nosso conhecimento deve modelar-se sobre essa realidade. […] O idealismo supõe, ao contrário, que o espírito intervém ativamente na elaboração do conhecimento e que o real, para nós, é resultado de uma construção.” p.36  ( O pensamento de Kant)

Conforme Julian Marias: “As coisas em si são inacessíveis; não posso conhecê-las, porque na medida em que as conheço já estão em mim, afetadas pela minha subjetividade; as coisas em si (númenos) não são espaciais nem temporais, e nada pode dar-se a mim fora do espaço e do tempo. As coisas, tal como se manifestam para mim, como aparecem para mim, são os fenômenos. Kant distingue dois elementos no conhecer: o dado e o posto. Há algo que se dá a mim (um caos de sensações) e algo que eu ponho (a espaço-temporalidade, as categorias), e da união desses dois elementos surge a coisa conhecida ou fenômeno. Portanto, o pensamento, ao ordenar o caos de sensações, faz as coisas; por isso Kant dizia que não era o seu pensamento que se adaptava às coisas, mas sim o contrário, e que sua filosofia significava uma ‘revolução copernicana’.”

De acordo com o próprio: “não conhecemos a priori nas coisas senão aquilo que nós mesmos nelas colocamos”  (Kant apud PASCAL)

Portanto, Kant coloca o problema gnoseológico em primeiro plano e abala o reinado “dogmático” da metafísica. Nisso dá a razão investigar a si mesma rsrs. Assim, com a “Crítica da Razão Pura” começa o idealismo alemão, um exemplare inconteste do pensamento moderno, do cartesianismo e do racionalismo.

[3ª Série] Filosofia: a coisa em si, o fenômeno e a subjetividade.

domingo, 18 de agosto de 2013

Os fenômenos constituem o mundo como nós os experimentamos, ao contrário do mundo como existe independentemente de nossas experiências ("das coisas-em-si"). Segundo Kant, os seres humanos não podem saber da essência das coisas-em-si, mas saber apenas das coisas segundo nossos esquemas mentais que nos permitem apreender a experiência.
Em outras palavras, uma coisa é a realidade tal como ela é, e outra coisa é a maneira como essa mesma realidade aparece diante de nós enquanto sujeito do conhecimento. A realidade, tal como ela é, em sua essência (a coisa em si) é incognoscível, ou seja, não podemos conhecê-la. Contudo, nós podemos conhecer o modo como ela nos aparece (fenômeno), posto que o modo de seu aparecimento não dependerá só dela, mas de nós também. Portanto, jamais conhecemos as coisas em si, mas somente tal como elas nos aparecem (fenômenos).
Com Kant a teoria do conhecimento deixa de se debruçar somente sobre o objeto do conhecimento. Ela passa a entender o sujeito como elemento ativo do processo de conhecimento, fato que constituiu o ponto central da revolução gnosiológica preconizada por Kant, conhecida como o fenômeno da subjetividade.
A subjetividade é o mundo interno de todo e qualquer ser humano. Este mundo interno é composto por emoções, sentimentos e pensamentos. Na teoria do conhecimento, a subjetividade é o conjunto de ideias, significados e emoções que, por serem baseados no ponto de vista do sujeito, são influenciados por seus interesses e desejos particulares.
A forma com o objeto nos aparece (o fenômeno) diz respeito ao modo com que somos afetados pelo objeto, a forma com que o percebemos (subjetividade). Assim, um indivíduo pode ser afetado de um jeito diferentemente de outros.

Observem as fotografias e figuras abaixo. Em duplas, ou trios, escolham algumas delas e tentem analisá-las separadamente. Escrevam sobre a forma com que foram afetadas por elas. Em seguida, troquem estas informações com seus colegas de grupo e vejam como eles interpretaram as mesmas figuras/fotografias concluindo, por escrito, como foi essa experiência.
Imagem 01: captada no google imagens.
Imagem 02: captada no google imagens.

Imagem 03: captada no google imagens.

Imagem 04: captada no google imagens.

Imagem 05: captada no google imagens.

Imagem 06: captada no google imagens.

Imagem 07: captada no google imagens, de Sebastião Salgado.



Imagem 09: captada no google imagens, de Sebastião Salgado.




Imagem 12: captada no google imagens, de Sebastião Salgado.

Imagem 13: captada no google imagens, de Sebastião Salgado.

Imagem 14: captada no google imagens, de Cândido Portinari.

Imagem 15: captada no google imagens, de Sebastião Salgado.

Imagem 16: captada no google imagens, de Sebastião Salgado.

Imagem 17: captada no google imagens, de Sebastião Salgado.

Imagem 18: captada no google imagens, de Sebastião Salgado.

Imagem 19: captada no google imagens.

Imagem 20: captada no google imagens, de Sebastião Salgado.

Imagem 21: captada no google imagens.