Profª de Filosofia e Sociologia da Rede Estadual de Goiás desde 2010.
"Quem educa com carinho e seriedade, educa para sempre".
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[1ª Série] Filosofia: Lista de Exercícios

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Lista de Exercícios – Filosofia – 1º Ano

1) Na Grécia antiga, principalmente na cidade de Atenas no século V a.C., desenvolveu-se uma corrente de pensadores conhecidos como sofistas. Tidos como “sábios”, eram pagos para ensinar os jovens principalmente a arte da argumentação. Abaixo, julgue “V” para as afirmativas verdadeiras, e “F” para as falsas:
__Os sofistas não acreditavam na verdade absoluta, para eles o importante era conseguir convencer os outros de suas ideias.
__Os sofistas se compunham de grupos de mestres que viajavam de cidade em cidade realizando aparições públicas (discursos) para atrair estudantes, de quem cobravam taxas para oferecer-lhes educação.
__O foco central de seus ensinamentos concentrava-se no logos ou discurso, com foco em estratégias de argumentação.
__A conhecida frase "o homem é a medida de todas as coisas" surgiu dos ensinamentos sofistas.
__Uma das mais famosas doutrinas sofistas é a teoria do contra-argumento. Eles ensinavam que todo e qualquer argumento poderia ser refutado por outro argumento, e que a efetividade de um dado argumento residiria na verossimilhança (aparência de verdadeiro, mas não necessariamente verdadeiro) perante uma dada plateia.

2) Grupo de filósofos que se dedicavam a ensinar técnicas de persuasão para os jovens de modo que, numa assembleia eles tivessem preparados para vencer os debates com argumentos fortes e imbatíveis. Esta afirmação caracteriza os filósofos que são historicamente conhecidos como:
A) Sofistas.                                       B) Pré-socráticos.
C) Socráticos.                                  D) Platônicos.

3) Os sofistas foram mestres da oratória, que vendiam para os cidadãos suas habilidades com o discurso, fundamental para a política. Assim, defendiam a opinião de quem lhes pagasse bem. Acreditavam que a verdade não era absoluta, mas é fruto das construções humanas. Os principais foram Górgias, Protágoras e Hipías. Para eles, como afirma a frase de Protágoras, ‘o homem é a medida de todas as coisas’. Por isso não existiriam coisas como o frio real. O frio é frio apenas para quem o sente, também não existiriam um sentimento natural de pudor, ou a verdade que Sócrates tanto procurava. A partir do que vimos em sala de aula escolha a alternativa correta.
A) Os sofistas buscavam a construção de uma política de ordem retórica, baseando-se normalmente nos interesses de quem defendia os vários pontos de vista possíveis.
B) De acordo com os sofistas, todos nós poderíamos chegar a uma ética universal de caráter político.
C) O que importava na realidade para os sofistas políticos era a construção de uma sociedade mais rica.
D) Os sofistas eram amigos de Sócrates e, por isso, buscavam a verdade universal dentro de cada homem.

4) O filme “Sócrates”, de Rossellini mostra o final da vida de Sócrates, em especial seu julgamento e sua condenação à morte. Quais foram as acusações que levaram Sócrates a ser condenado pela assembleia ateniense?
A) De disseminar o diálogo filosófico e de corromper a juventude.
B) De criticar o governo dos tiranos e ensinar os jovens a pensar por si mesmo.
C) De cobrar por seus ensinamentos e criticar o trabalho feito pelos sofistas.
D) De não acreditar nos deuses da cidade de Atenas e de corromper a juventude.

5) Um discípulo de Sócrates foi até o Oráculo de Delfos perguntar à Pitonisa (sacerdotisa do templo de Apolo) quem era o homem mais sábio de Atenas. A sacerdotisa disse que o homem mais sábio de Atenas era Sócrates. Entretanto, ao saber da revelação do oráculo, Sócrates ficou surpreso, pois não se considerava um sábio. Depois de muito refletir, o filósofo compreendeu o anúncio dos deuses. Assinale a alternativa que corresponda a conclusão que o filósofo chegou com a afirmação divina:
A) Sócrates era pretensioso, e como sábio que era, reconhecia a ignorância dos outros.
B) Sócrates concluiu que era o mais sábio de Atenas, pois os seus interlocutores nunca conseguiam responder adequadamente aos seus questionamentos.
C) Sócrates concluiu que era o homem mais sábio de Atenas, pois talvez fosse o único que reconhecia a sua ignorância e buscava constantemente a sabedoria.
D) Sócrates concluiu que era o homem mais sábio de Atenas, pois acreditava nos deuses totalmente, não admitindo que eles tenham se enganado ou mentido.
10. Tem como significado "dar a luz (parto)" intelectual, da procura da verdade no interior do ser humano. Sócrates conduzia este parto em dois momentos: no primeiro, ele levava os seus discípulos ou interlocutores a duvidar de seu próprio conhecimento a respeito de um determinado assunto; no segundo, Sócrates os levava a conceber, de si mesmos, uma nova ideia, uma nova opinião sobre o assunto em questão. A este exercício filosófico chamamos de:
A) Ironia socrática.               B) Maiêutica.
C) Sofisma.                          D) Dialética.

11.  Certa vez, o filósofo romano Cícero disse que “Sócrates trouxe a filosofia do céu para a terra”. Assinale a alternativa que corresponde a melhor explicação para essa afirmação.
A) Antes de Sócrates, a filosofia era cosmológica, isto é, tratava de explicar o mundo sobre a visão do cosmos e dos deuses. Com Sócrates inaugura-se a filosofia antropocêntrica, isto é, o homem como sendo o centro das investigações filosóficas. O filósofo preferiu prestar atenção à política e a forma de interação do homem em sociedade.
B) Que Sócrates era um filósofo que vivia “no mundo das nuvens”, sem se preocupar com as coisas da cidade e de sua família.
C) Exprime exatamente o caráter da investigação socrática. Ela tem por objeto exclusivamente a origem da vida e do mundo e não a comunidade em que vive.
D)Nenhuma das alternativas.

12. Sócrates foi um dos mais importantes filósofos da antiguidade. Para ele, a filosofia não era um simples conjunto de teorias, mas uma maneira de viver. Sobre o pensamento e a vida de Sócrates, assinale o que for incorreto:
A) Sócrates acreditava que deveria passar a vida filosofando, isto é, examinar a si mesmo e a conduta moral das pessoas.
B) Nas conversações que mantinha nos lugares públicos da Atenas do século V a.C., Sócrates repetia nada saber para, assim, não responder às questões que formulava e motivar seus interlocutores a darem conta de suas opiniões.
C) Em polêmica com Aristóteles, para quem a cidade nasce de um acordo ou de um contrato social, Sócrates escreveu a República.
D) O exercício da filosofia, para Sócrates, consistia em questionar e em investigar a natureza dos princípios e dos valores que devem governar a vida. Assim se comportando, Sócrates contraiu inimizades de poderosos que o executaram sob a acusação de impiedade e de corromper a juventude.


Respostas:
1. v - v - v - v- v-
2. a
3. a
4. d
5. c
10. b
11. a
12. c

[3ª Série] Filosofia: Lista de Exercícios de Revisão

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Caros alunos, 
Segue a lista de exercícios para que possam testar os conhecimentos sobre Filosofia Política. Não se esqueçam de também estudar o material do caderno!
Profª Karoline Rodrigues de Melo


Lista de Exercícios – Filosofia – 3º Ano 

1. Platão foi um dos maiores filósofos da Antiguidade Clássica. Uma de suas mais famosas obras, A República, reflete sobre a forma de governo considerada por ele ideal. Em relação ao pensador e sua filosofia política, assinale a alternativa incorreta:
A) O regime político considerado ideal é a sofocracia. Uma espécie de aristocracia (governo da elite) formada pelos mais sábios da cidade.
B) Para ele, somente os sábios eram capazes de governar uma cidade, uma vez que apenas eles saberiam das reais necessidades da população. Por terem a alma racional, controlariam as suas paixões e vontades particulares, buscando sempre o que é melhor para a cidade. 
C) O estado ideal deveria investir na educação dos seus cidadãos. Esta deveria levar em conta cada tipo de alma, direcionando os indivíduos para as áreas de atuação, de acordo com as suas aptidões.
D) Platão aceitava como forma de governo ideal a democracia, por acreditar que a coletividade, formada pelos cidadãos atenienses, era capaz de governar em favor de todos, apensar de ter sido a própria democracia grega que condenou o seu mestre Sócrates à morte.

2. Acerca da teoria política de Maquiavel, faça a soma correta:
01) Para formular sua teoria política, ele partiu da experiência real de seu tempo.
02) Ele afirmou que o príncipe ao agir deve considerar os princípios éticos e morais que regulam a nova concepção política
04) O verdadeiro príncipe é aquele que sabe tomar e conservar o poder.
08) O príncipe precisa ter virtú, ou seja, as qualidades para tomar e permanecer no poder, mesmo que use a violência, a mentira, a astúcia e a força.            Somatória:______

3. “O maquiavelismo é uma interpretação de O Príncipe de Maquiavel, em particular a interpretação segundo a qual a ação política, ou seja, a ação voltada para a conquista e conservação do Estado, é uma ação que não deve ser julgada por meio de critérios diferentes dos de conveniência e oportunidade.” Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, para Maquiavel o poder político é:
A) Independente da conveniência e oportunidade, pois estas dizem respeito à esfera privada da vida em sociedade.
B) Dependente da religião, devendo ser conduzido por parâmetros ditados pela Igreja.
C) Dependente da ética, devendo ser orientado por princípios morais válidos universal e necessariamente.
D) Independente da moral e da religião, devendo ser conduzido por critérios restritos ao âmbito político.

4. A respeito do conceito de virtú de Nicolau Maquiavel, analise as assertivas e faça a somatória apenas das corretas:
01) O homem de virtú é antes de tudo um sábio, é aquele que conhece as circunstâncias do momento oferecido pela fortuna e age seguro do seu êxito.
02) Mais do que todos os homens, o príncipe tem de ser um homem de virtú, capaz de conhecer as circunstâncias e utilizá-las a seu favor.
04) Partidário da teoria do direito divino, Maquiavel vê o príncipe como um predestinado e a virtú como algo que não depende dos fatores históricos.
08)  O príncipe virtuoso é aquele que sabe aproveitar as circunstâncias, não se prendendo à valores morais ou religiosos. Ele deve agir de acordo com a oportunidade e a necessidade.
16)  A virtude do príncipe é diferente daquela que comumente é valorizada nas pessoas. Enquanto valoriza-se a bondade, a honestidade e a retidão. Maquiavel, afirma que o príncipe, se tiver as virtudes comuns dos cidadãos está fadado à ruína, pois não terá como manter-se no poder em uma situação de guerra, que exigirá dele decisões e posturas diferentes.                    Somatória:_______

5. A respeito da obra Leviatã, de Thomas Hobbes, assinale a alternativa incorreta: 
A) O Leviatã representa o monarca soberano, que detêm poder absoluto, conquistado através da luta de todos contra todos.
B) O Leviatã, descrito por Hobbes, é um homem artificial, de maior estatura e força do que o homem natural, para cuja proteção e defesa foi projetado.
C) Em Leviatã Hobbes procurou analisar a essência e a natureza do Estado Civil, ao qual, em razão de seu poderio e de sua força, comparou ao monstro bíblico descrito no capítulo 41, do livro de Jó.
D) Hobbes produziu uma teoria segundo a qual o Estado Civil, ou simplesmente Estado, originou-se do contrato firmado entre os indivíduos enquanto estes se encontravam no estado da natureza. 

6. “O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente do que outros que, por muita piedade, permitem aos distúrbios que levem ao assassínio e ao roubo”. No século XVI, Maquiavel escreveu O Príncipe, uma reflexão sobre a monarquia e a função do governante. A manutenção da ordem social, segundo esse autor, baseava-se na:
A) Bondade em relação ao comportamento dos mercenários.
B) Conveniência entre o poder e a moral do príncipe.
C) Compaixão quanto à condenação de transgressões religiosas.
D) Neutralidade diante da condenação dos servos.

7. Maquiavel em 1513 escreveu a obra inaugural da filosofia política moderna: O Príncipe. É considerada revolucionária, pois rompe com a tradição política existente na época. Leia as afirmativas abaixo e depois some apenas as corretas:
01) O filósofo não admite um fundamento anterior ou exterior à política, como Deus, natureza ou razão.
02) Toda cidade está originariamente dividida por dois desejos opostos: o desejo dos grandes de oprimir e comandar, e o desejo do povo de não ser oprimido nem comandado.
04) Não existe boa comunidade política constituída para o bem comum e a justiça. O que há é a divisão social entre os grandes e o povo, não podendo ser a sociedade compreendida como una, indivisa e homogênea.
08) A finalidade da vida política é a tomada e manutenção do poder. 
16) Não pode o príncipe se aliar aos grandes, pois estes serão seus rivais e vão querer o poder para si. Deve aliar-se ao povo, pois está a serviço dele. Soma:________

8. O estado de natureza é:
A) É o estado de todos contra todos, no qual o ser humano pode fazer o que achar necessário para proteger a sua vida, inclusive praticar a violência.
B) É o estado que o ser humano se encontra antes de participar de uma sociedade. O estado de natureza diz respeito a natureza humana, que para Hobbes é negativa, ruim e antissocial.
C) É a transferência voluntária de liberdade particular a um soberano em troca da garantia de vida e de segurança.
D) É o estado natural do ser humano, anterior ao estado, no qual Hobbes vê uma essência boa, solidária e verdadeira do ser humano.

9. Para Hobbes, o que é o estado de guerra?
A) É o estado de todos contra todos, é anterior a instituição do Estado. Não há leis, ordem ou política. Os indivíduos podem fazer o que for necessário para garantir a vida.
B) É a consciência que o ser humano tem do perigo de morte ao se manter no estágio anterior ao Estado.
C) É a concessão da liberdade particular em troca da garantia de vida.
D) É o estado natural do ser humano, no qual ele se vê convivendo com outros seres humanos, com o sentimento mútuo de preservação de seus semelhantes.

10. Para Hobbes, qual é o principal motivo que levam as pessoas a desejar a constituição de um Estado?
A) É o desejo de dominar seus inimigos. Os indivíduos almejam sair do estado de guerra para institucionalizar a violência e a força, pensando na possibilidade se tornar um governante, soberano e poderoso. 
B) Segundo o filósofo, o ser humano em seu estado de natureza é egoísta e antissocial, de forma que, em um estado de guerra, ele corre e apresenta perigo aos demais. Assim, o objetivo da constituição de um Estado é o desejo de sobrevivência, transferindo as suas liberdades particulares para um soberano, que vai garanti-lhes a vida e a não retomada ao estado de guerra.
C) É o desejo de paz, uma vez que o ser humano naturalmente quer viver em harmonia com o seu semelhante, mas que no estado de guerra se torna impossível.
D) É a necessidade natural que o ser humano tem de ser dominado e guiado por um soberano que saberá decidir o que é melhor para seus súditos.

11. Sabemos que Hobbes é um contratualista, quer dizer, um daqueles filósofos que, afirmaram que a origem do Estado e/ou da sociedade está num contrato: os homens viveriam, naturalmente, sem poder e sem organização – que somente surgiriam depois de um pacto firmado por eles, estabelecendo as regras de comércio social e de subordinação política. A respeito do contratualismo de Hobbes, analise as afirmativas:
I. A soberania decorrente do contrato é absoluta.
II. A noção de estado de natureza é imprescindível para essa teoria.
III. O contrato ocorre por meio da passagem do estado social para o estado político.
IV. O cumprimento do contrato independe da subordinação política dos indivíduos.
Estão corretas apenas as afirmativas:
A) I e II.    
B) I e III.   
C) II e III.    
D) II e IV.

12. “O direito de natureza é a liberdade que cada homem possui de usar seu próprio poder, da maneira que quiser, para a preservação de sua própria vida; e consequentemente de fazer tudo aquilo que seu próprio julgamento  lhe indicar como meios adequados a esse fim. Com base no texto e sobre o Estado de natureza em Hobbes, leia as afirmativas:
I.Todos os homens são igualmente vulneráveis à violência diante da ausência de uma autoridade soberana que detenha o uso da força.
II.Em cada ser humano há um egoísmo na busca de seus interesses pessoais a fim de manter a própria sobrevivência.
III.A competição e o desejo de fama passam a existir nos homens quando abandonam o Estado de natureza e ingressam no Estado social.
IV.O homem é naturalmente um ser social, o que lhe garante uma vida harmônica entre seus pares.
Estão corretas apenas as afirmativas:
A) II, III e IV.        B) III e IV.
C) I e IV.              D) I e II.

13. A respeito do Leviatã faça a somatória das afirmativas corretas:
01) O modelo ideal de poder é a monarquia hereditária, pois para Hobbes, a hereditariedade do poder evita a disputa por ele e o risco de retornarem ao estado de guerra.
02) O sucessor do soberano poderá ser um filho ou quem ele desejar, evitando disputas pelo poder.
04) Ele detém um grande poder, pois os súditos, por meio do contrato social abriram mão da liberdade particular, em troca da garantia de vida e de ordem social.
08) Ele detém em suas mãos o poder secular e o poder religioso. Cabe ao soberano escolher a religião a ser seguida pelos súditos e a interpretação a ser dada às escrituras sagradas.
16) O contrato que funda o poder político visa pôr fim ao estado de guerra que caracteriza o estado de natureza. Somatória:_____

14. Hobbes atribuía ao contrato social uma soberania absoluta e indivisível. Sobre o contrato, assinale a incorreta: 
A) A renúncia ao direito natural deve ser recíproca entre os indivíduos.
B)A renúncia aos direitos, que caracteriza o contrato político, significa a renúncia de todos os direitos em favor do soberano.
C)Os procedimentos necessários à preservação da paz e da segurança competem aos súditos cidadãos.
D)O contrato que funda o poder político visa dar continuidade ao estado de guerra que caracteriza o estado de natureza.

[2ª Série] Filosofia: Lista de Exercícios de Revisão

Caros alunos, 
Segue abaixo uma lista de exercícios para que possam testar os seus conhecimentos sobre o que foi estudado este bimestre. Lembrando que, além do conteúdo sobre René Descartes e a sua Dúvida Metódica, é necessário também estudar o conteúdo sobre David Hume!
Profª Karoline Rodrigues de Melo

Lista de Exercícios – Filosofia – 2º Ano

1. A respeito da filosofia de René Descartes e seus conceitos, faça a somatória das afirmativas corretas:
01)  Ele busca um novo método para conhecer a realidade, uma vez que, aquilo que ela havia aprendido fora sustentado sobre opiniões duvidosas.
02) O argumento do gênio maligno explica a crença que o filósofo tinha na existência de um ser capaz de enganá-lo inclusive quanto aos conhecimentos que parecem ser mais evidentes, como os da matemática, fazendo-o acreditar que, por exemplo, 2+2=4 sendo que na verdade não o é.
04) O exercício da dúvida metódica ou hiperbólica é um método cartesiano que busca refletir sobre tudo o que ele conhecia e pensava ser verdadeiro para verificar se eles realmente eram.
08) O conhecimento originário dos sentidos não eram completa-mente confiáveis, pois eles muitas vezes nos enganam. 
16) Descartes afirma que não é prudente se fiar inteiramente em quem já nos enganou uma vez.         Somatória: __________

2. É a corrente filosófica que iniciou com a definição do raciocínio, que é a operação mental, discursiva e lógica. Este usa uma ou mais proposições para extrair conclusões se uma ou outra proposição é verdadeira, falsa ou provável. Tem como principal representante da modernidade o filósofo Descartes:
A) Empirismo. B) Racionalismo. C) Inatismo.  D) Experiência.

3. René Descartes foi um filósofo, físico e matemático francês do século XVI. Descartes, por vezes chamado de "o fundador da filosofia moderna" e o "pai da matemática moderna", é considera-do um dos pensadores mais importantes e influentes da História do Pensamento Ocidental. É assim considerado, pois/por:
A) por causa dos seus argumentos do Deus enganador e do gênio maligno.
B) por suspeitar dos conhecimentos vindos dos sentidos.
C) pois discordava das concepções tomista-aristótelicas.
D) pois decidiu buscar a ciência por conta própria. Procurou criar um método investigativo que pudesse identificar o verdadeiro conhecimento, conseguido através do trabalho lógico da mente.

4. É amplamente conhecido, na história da filosofia, como Descartes coloca em dúvida todo o conhecimento, até encontrar um fundamento inabalável; uma espécie de princípio de reconstituição do conhecimento. Neste processo, Descartes elege uma regra metodológica que o orientará na busca de novas verdades. A regra geral que orientará Descartes na busca de novas verdades é: 
A) Clareza e distinção.
B) A possibilidade do mundo externo.
C) A possibilidade de unirmos corpo e alma.
D) A certeza dos juízos matemáticos.

5. A respeito da tentativa de Descartes de criar um novo método para o conhecimento, analise as afirmativas e faça a somatória somente das corretas:
01) O argumento do Cogito é utilizado por ele em suas Meditações na tentativa de fundamentar sua Teoria do Conhecimento.
02) Descartes pretende chegar a um fundamento de sua Teoria do Conhecimento, que seja o mais evidente e verdadeiro possível. Para isso, ele se utiliza de um artifício para levar a cabo seu traba-lho: o princípio da dúvida (Duvidoso=falso).
04) Ao percorrer suas Meditações, Descartes descarta a experiência como fundamento do conhecimento através do Argumento do Erro dos Sentidos.
08) Rejeita também a sensação interna, de coisas imediatas, como a própria existência, utilizando-se do Argumento do Sonho.
16) Descartes cria o argumento do gênio maligno, criando a possibilidade de estar enganado até em relação as verdades matemáticas. Trata-se de um artifício psicológico, para deixar a sua consciência atenta a tudo que dizem ser verdadeiro.  S=_____

6. É a postulação de que o ato de sonhar providencia evidência preliminar de que os sentidos, através dos quais confiamos para distinguir realidade de ilusão, não devem ser plenamente confiá-veis, e como tal, qualquer estado que dependa dos sentidos devem ser no mínimo, cuidadosamente examinados e testados com rigor para determinar se algo é de fato real. A este argumento de Descartes, damos o nome de argumento do:
A) erro dos sentidos.                 B) gênio maligno.
C) deus enganador.                   D) do sonho.

7. A respeito da Dúvida Metódica de Descartes, observe as afirmativas e faça a somatória apenas das corretas:
01) É chamada de metódica, pois faz parte de um método que procura o conhecimento verdadeiro.
02) É provisória, temporária, pois pretende-se ultrapassá-la e chegar à verdade.
04) É chamada de hiperbólica, exagerada propositadamente, para que nada lhe escape.
08) É radical, pois incide sobre os fundamentos, as bases de todo o conhecimento.
16) É um exercício voluntário e autônomo, pois não é imposta, é uma iniciativa pessoal. 
32) A dúvida irá conduzir a razão a uma primeira verdade incontestável: o cogito.  Somatória: _______

8. O que é o Cogito de Descartes?
A) É a Dúvida Metódica, compreendida por ele como um conheci-mento indubitável, isto é, inquestionável.
B) É o argumento do erro dos sentidos, que afirma ser o indivíduo capaz de equívocos quando se baseia na experiência sensível para conhecer a realidade.
C) É o argumento do deus enganador, que supõe que um ser superior seja capaz de fazê-lo crer em conhecimentos falsos, mesmo que pareçam óbvios e evidentes.
D) É o resultado proveniente da Dúvida Metódica. Descartes chega ao cogito depois de um exercício filosófico que passou pela dúvida do conhecimento sensível, da sua própria existência, da possibilidade de engano do conhecimento racional. O filósofo chega ao cogito, ao concluir que, se pode duvidar do que acredita existir, é porque pensa, e se pensa, existe.

9. Descartes empregou um método universal para o conhecimento. Qual das seguintes alternativas está em desacordo com o método cartesiano?
A) Nada pode ser aceito como verdade mesmo quando reconheci-do como tal.
B) Deve-se dividir os problemas em tantas partes quanto possível.
C) A reflexão deve seguir uma ordem definida, começando com o que for mais simples.
D) Deve-se ter certeza de que tudo foi examinado, sem omissões.

10. Descartes desenvolve o argumento que supõe a existência de uma divindade que tudo pode e por quem foi tudo foi criado. Esse deus poderia nos enganar, fazendo-nos acreditar em uma realidade diferente da verdade. A este argumento damos o nome de argumento do/da:
A) erro dos sentidos.             B) gênio maligno. 
C) deus enganador.                D) racionalidade.

11. Para Descartes, uma ideia duvidosa era aquela que:
A) Que se apresenta de forma clara e distinta ao espírito humano.
B) Que se torna inconsistente perante o argumento do gênio maligno.
C) Que não resiste ao argumento do Deus enganador, presente no exercício da dúvida metódica.
D) Não passa totalmente pelo crivo da razão. Isto é, pelo critério da evidência (clareza e distinção).

12. Para Descartes, o conhecimento indubitável é:
A) de tal modo distinto e claro que dele não se pode duvidar.
B) que provoca dúvidas quanto a sua veracidade.
C) incapaz de resistir ao exercício da dúvida metódica.
D) proveniente dos sentidos.

[1ª Série] Sociologia: Lista de Exercícios sobre Durkheim e sua Sociologia.

Caros alunos, segue a lista de exercícios para que possam testar os conhecimentos sobre a Sociologia de Émile Durkheim. Não se esqueçam de também estudar o material do caderno!

Profª Karoline Rodrigues de Melo

Lista de Exercícios – Sociologia – 1º Ano

1. De acordo com a definição de fato social, assinale a alternativa incorreta:
A) A escola é um fato social e – como instituição – cumpre um relevante papel na formatação do comportamento individual em consonância com as regras e valores presentes na consciência coletiva.
B) A arquitetura de nossas casas constitui um fato social, na medida em que seguimos padrões e obedecemos a um senso estético exterior às nossas consciências individuais.
C) O sistema eleitoral é um fato social, porque pertence à esfera da vida política.
D) O ato de adoecer é um fato social, pois possuindo motivações biológicas podem ser percebidos como exteriores aos indivíduos; excetuando-se as doenças e influenciadas por fatores sociais.

2. De acordo com a definição de Durkheim, assinale a alternativa que não corresponda a exemplos de fatos sociais:
A) O uniforme escolar. O véu e a burca islâmicos. A língua de um país.
B) A ausência de regras. Uma vontade particular.
C) O casamento. As normas jurídicas. Os valores morais.
D) Os valores religiosos. O sistema monetário de um país. A forma de se vestir.

3. O modo de vestir determina a identidade de grupos sociais, simboliza o poder e comunica o status dos indivíduos. Seu caráter institucional assume grande importância à medida que inclui ou exclui indivíduos de categorias ou estratos sociais. Ele exemplifica bem aquilo que Durkheim afirmava ser o objeto de estudo dos sociólogos: uma representação coletiva que além de ser válida para todos os indivíduos que fazem parte de um determinado grupo, expressa a exterioridade e a coercitividade. Assinale nas opções a seguir aquela que apresenta o objeto de estudo da Sociologia segundo Durkheim.
A) Fatos sociais.   B) Expressões culturais.
C) Ações sociais.   D) Estruturas políticas.

4. Sobre a Consciência Coletiva, um dos principais conceitos sociológicos de Durkheim, assinale a alternativa correta:
A) A consciência coletiva não se baseia na consciência de indivíduos singulares ou de grupos específicos, mas está espalhada por toda a sociedade.
B) Toda teoria sociológica de Durkheim pretende demonstrar que os fatos sociais não têm existência própria, já que depende daquilo que pensa e faz cada indivíduo em particular.
C) Durkheim afirma categoricamente que no interior de qualquer grupo ou sociedade, podem ser observadas formas padronizadas de conduta e pensamento. Isto significa que não existe a consciência individual.
D) A consciência coletiva aparece como um conjunto de regras fortes e estabelecidas que atribuem valor e delimitam os atos individuais, enquanto a consciência individual define o que, numa sociedade, é considerado “imoral”, “reprovável” ou “criminoso”.

5. Os fatos sociais possuem três características essenciais. A alternativa correta é:
A)Coercitividade, generalidade e interioridade.
B)Generalidade, exterioridade e espontaneidade.
C)Exterioridade, espontaneidade e coercitividade.
D)Coercitividade, generalidade e exterioridade.

6. Para Durkheim o crime é um fato social. A respeito desse tema, observe as alternativas e assinale correta:
A) O crime é um fato social normal, pois segundo o sociólogo está presente em todas as sociedades. Já a criminalidade, quando é alta, é considerada um fato social patológico, pois prejudica a saúde da sociedade.
B) O crime é um fato social patológico, pois não é possível encontrar algo de positivo em sua incidência, além de causar prejuízo à sociedade.
C) O crime é um fato social normal, pois segundo o sociólogo não prejudica as relações sociais.
D) O crime é um fato social patológico, pois tem poder coercitivo e atinge a totalidade dos indivíduos da sociedade.

7. De acordo com Durkheim, para se garantir a objetividade do método científico sociológico, torna-se necessário que o pesquisa-dor mantenha certa distância e neutralidade em relação aos fatos sociais, os quais devem ser tratados como “coisas”. Considerando a frase acima, assinale a alternativa correta sobre fato social.
A) Corresponde a um conjunto de normas e valores que são criados diretamente pelos indivíduos para orientar a vida em sociedade.
B) Corresponde a um conjunto de normas e valores criados exteriormente, isto é, fora das consciências individuais.
C) É desprovido de caráter coercitivo, uma vez que existe fora das consciências individuais.
D) É um fenômeno social difundido apenas nas sociedades cuja forma de solidariedade é orgânica. “A maneira mais fácil e mais segura de vivermos honradamente, consiste em sermos, na realidade, o que parecemos ser”.

8. Leia o texto a seguir.
“Muitas coisas feitas em nome da saúde geram dificuldades pessoais e psicológicas. Olhar fotos de corpos que passaram por tratamento de imagem e achar que correspondem à realidade cria problema de autoimagem, o que leva muitas mulheres às mesas de cirurgia. Na geração das minhas filhas, há garotas que gostam e outras que não gostam de seus corpos. Elas têm medo de comida e do que a comida pode fazer aos seus corpos. Essa é a nova norma, mas isso não é normal. Elas têm pânico de ter apetite e de atender aos seus desejos”. Com base no texto e nos conhecimentos sobre Durkheim, é correto afirmar:
A)O conflito geracional produz a incapacidade de os mais velhos compreenderem as aspirações dos mais novos.
B)Os padrões do que se considera saudável e belo são exemplos de fato sociais e, portanto, são suscetíveis de exercer coerção sobre o indivíduo.
C)Normas são prejudiciais ao desenvolvimento social por criarem regras que institucionalizam o agir dos indivíduos.
D)A consciência coletiva é mais forte entre os jovens, voltados que estão a princípios menos individualistas e egoístas.

9. O conceito usado por Émile Durkheim para explicar a coesão social nas sociedades tribais ou primitivas é o de:
A) sistema orgânico.                 B) solidariedade orgânica.
C) solidariedade mecânica.     D) norma social.

10. O conceito usado por Émile Durkheim para explicar a coesão social na sociedade moderna, caracterizada pelo individualismo é o de:
A) sistema orgânico.                 B) solidariedade orgânica.
C) solidariedade mecânica.     D) norma social.

11. Durkheim afirma que uma das características do fato social é a coercitividade. Assinale a alternativa que corresponda a essa característica:
A)Que tem o poder de exercer influência sobre as consciências particulares, se comportando como norma.
B)Que atinge a totalidade ou grande parte de um grupo social.
C)Que não foi instituído pelos indivíduos que fazem parte dela, quando eles chegaram ou nasceram ele já existia.
D)Todas as alternativas.

12. Segundo o sociólogo Durkheim, um ataque terrorista é considerado um fato social:
A) normal.            B) coletivo.
C) patológico.        D) mecânico.

[3ª Série] Sociologia: Democracia

Tópicos importantes sobre Democracia:

Conceito geral de democracia: governo do povo, dos cidadãos. No entanto, é necessário recordar quem eram considerados integrantes do povo, na época do surgimento da democracia, na Grécia Antiga, em Atenas.

Eram considerados cidadãos apenas os nascidos na cidade-estado, maior de 20 anos e do sexo masculino. Ou seja, mulheres, estrangeiros (metecos) e escravos não participavam da vida política da cidade. Para se ter uma ideia, por volta do ano de 431 a.C., com base em dados esparsos, pode-se dizer que de um total de 430.000 habitantes em Atenas, apenas 60.000 gozavam do benefício da cidadania.

Os indivíduos reconhecidos como cidadãos tinham acesso às assembleias que eram realizadas na Ágora (praça pública principal). Poderiam discursar sobre os temas do dia e votar diretamente no que era proposto.

Apanhado histórico sobre as principais características da democracia grega:
  • Numa sociedade patriarcal como a de Atenas, as mulheres não tinham direito a voz e nem a voto nas decisões públicas, mas eram relevantes as suas contribuições na formação da opinião pública, ou seja, sua participação se dava através do aconselhamento aos seus maridos e filhos nas tomadas de decisões e nos destinos das cidades.
  • Os estrangeiros eram considerados hóspedes sem cidadania, mas possuíam direitos privados assegurados por lei, embora sujeitos às restrições.
  • Os escravos também eram considerados cidadãos, visto que não podiam opinar de forma alguma sobre os negócios públicos, mas, eram respeitados com sua dignidade humana socialmente protegida por lei.
  • Na democracia grega a liberdade era ao mesmo tempo um atributo de cidadania e um requisito para exercê-la. A liberdade, para os atenienses, era tida com um sentimento de orgulho em relação aos povos de outras cidades, entretanto, essa liberdade era delimitada pelos direitos do Estado, face às obrigações de disciplina cívica, a submissão às autoridades constituídas e a obediência às leis.
  • Em Atenas, de um modo geral, todos os indivíduos eram politizados e qualquer pessoa que não participasse dos negócios públicos era considerado um ser inútil. Na democracia ateniense a liberdade dependia do exercício pleno da democracia, que para isso, era necessária a observância aos direitos e deveres de cada cidadão assim como do Estado.
  • Ética e política eram inerentes ao entendimento e a prática do bem, o bem da alma assegurando a harmonia interior do homem e o bem da cidade e a justiça assegurando a harmonia da polis. Daí a afirmação de Sócrates e Platão de que o exercício da política requer um longo aperfeiçoamento, não podendo ser arbitrariamente confiado a homens desprovidos de senso de justiça e bem social.

As formas que o Estado assumiu na sociedade capitalista sempre estiveram ligadas à concepção de soberania popular, que é a base da democracia. Mas, a soberania só se torna efetiva com a representação pelo voto.

Apanhando histórico sobre o voto, fazendo um paralelo com esse direito estabelecido na Antiguidade Clássica:
Na época do liberalismo clássico – corrente filosófica que defendia as liberdades individuais, igualdade perante a lei, limitação constitucional do governo, direito de propriedade e direitos naturais – no séc. XVII e XVIII, o voto era um direito ainda de poucos: homens economicamente independentes e com instrução.
Na Inglaterra, século XVII apenas 2% da população participava da vida política por meio do voto.
No século XIX o índice era de apenas 5%.
Somente em 1928, na Inglaterra foi reconhecido às mulheres o direito de votar, mas ainda assim com restrições, pois os parlamentares, influenciados por pensadores britânicos, acreditavam que as mulheres eram incapazes de compreender o funcionamento do Parlamento e, por conseguinte, não poderiam tomar parte no processo eleitoral.
No Brasil, pela Constituição de 1822 e suas emendas antes dessa data, permitu-se o direito de voto feminino, desde que pertencesse à classe determinada dos fazendeiros e fosse alfabetizada.

O pensamento liberal, que pregava as liberdades individuais, igualdade perante a lei e a garantia de direitos particulares não possuía uma visão tão igualitária no que se refere à política. Essa política da (des)igualdade foi amplamente influenciada por grandes liberais, como Benjamin Constant, Immanuel Kant e Edmund Burk:
Benjamin Constant afirmava que as pessoas que se dedicavam ao trabalho braçal diário e eram dependentes economicamente não estavam bem informadas acerca dos assuntos políticos e que por isso, não deveriam desfrutar do direito eleitoral. Para ele, somente pessoas com tempo livre para adquirir conhecimento e donos de riquezas eram capazes de exercitar tais direitos.
Immanuel Kant defendia que, para exercer o direito político era necessário não ser criança ou mulher. Além disso, era necessário ser senhor de propriedade que lhe desse sustento, excluindo assim o criado e o operário – que não eram qualificados para serem cidadãos.
Edmund Burke, temendo os perigos da Revolução Francesa para a sociedade burguesa da época, defendia que somente uma elite tinha o grau de racionalidade e de capacidade analítica necessário para compreender o que convinha o bem comum. Afirmava que a propriedade garantia a liberdade, mas exigia a desigualdade.

Embora a essência da democracia seja a soberania do povo, ela nunca foi respeitada como tal. Até mesmo no seu berço, em Atenas, a democracia atingia apenas uma pequena parcela da população, pois apenas homens, maiores de 20 anos e nascidos na cidade eram considerados cidadãos.

A democracia atual, representada principalmente pelo direito ao voto e a participação política, no Brasil, é mais ampla, mas esconde também nuances que impedem aos cidadãos de participarem ativa e conscientemente das decisões políticas.